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Eu, a minha família e amigos partilhando boas ideias...!

19/02/2007 GMT 1

Meninos do Calonda.

acosta10 @ 21:41

meninos.JPG

Meninos.

Esta, é daquelas chapas, que eu invejo. 

A expressividade dos meninos patente na foto é algo que só se capta uma vez na vida. Imagem perfeita. As crianças estão imóveis, mas a noção de movimento e vida é visível.

Infelizmente, as limitações do blog não permitem transmitir esse momento perfeito. Esta, é um presente para os amantes de fotorafia.

Foto - Mike MM ( Parabéns Simões ), Fevereiro de 2007.

05/02/2007 GMT 1

Eugénio de Andrade.

acosta10 @ 21:20

eugenio-de-andrade.bmpEugénio de Andrade


Nascimento: 1923 Fundão

Nasceu em 19 de Janeiro de 1923 em Póvoa de Atalaia, Fundão, no seio de uma família de camponeses. A sua infância foi passada com a mãe, na sua aldeia natal. Mais tarde, prosseguindo os estudos, foi para Castelo Branco, Lisboa e Coimbra, onde residiu entre 1939 e 1945. Em 1947 entrou para a Inspecção Administrativa dos Serviços Médico-Sociais, em Lisboa. Em 1950 foi transferido para o Porto, onde fixou residência.

Abandonou a ideia de um curso de Filosofia para se dedicar à poesia e à escrita, actividades pelas quais demonstrou desde cedo profundo interesse, a partir da descoberta de trabalhos de Guerra Junqueiro e António Botto. Camilo Pessanha constituiu outra forte influência do jovem poeta Eugénio de Andrade.
Embora não se integre em nenhum dos movimentos literários que lhe são contemporâneos, não os ignorou, mostrando-se solidário com as suas propostas teóricas e colaborando nas revistas a eles ligadas, como Cadernos de Poesia; Vértice; Seara Nova; Sísifo; Gazeta Musical e de Todas as Artes; Colóquio, Revista de Artes e Letras; O Tempo e o Modo e Cadernos de Literatura, entre outras.

A sua poesia caracteriza-se pela importância dada à palavra, quer no seu valor imagético, quer rítmico, sendo a musicalidade um dos aspectos mais marcantes da poética de Eugénio de Andrade, aproximando-a do lirismo primitivo da poesia galego-portuguesa ou, mais recentemente, do simbolismo de Camilo Pessanha.
O tema central da sua poesia é a figuração do Homem, não apenas do eu individual, integrado num colectivo, com o qual se harmoniza (terra, campo, natureza - lugar de encontro) ou luta (cidade - lugar de opressão, de conflito, de morte, contra os quais se levanta a escrita combativa).
A figuração do tempo é, assim, igualmente essencial na poesia de Eugénio de Andrade, em que os dois ciclos, o do tempo e o do Homem, são inseparáveis, como o comprova, por exemplo, o paralelismo entre as idades do homem e as estações do ano. A evocação da infância, em que é notória a presença da figura materna e a ligação com os elementos naturais, surge ligada a uma visão eufórica do tempo, sentido sempre, no entanto, retrospectivamente. A essa euforia contrapõe-se o sentimento doloroso provocado pelo envelhecimemto, pela consciência da aproximação da morte (assumido sobretudo a partir de Limiar dos Pássaros), contra o qual só o refúgio na reconstituição do passado feliz ou a assunção do envelhecimento, ou seja, a escrita, surge como superação possível. Ligada à adolescência e à idade madura, a sua poesia caracteriza-se pela presença dos temas do erotismo e da natureza, assumindo-se o autor como o «poeta do corpo». Os seus poemas, geralmente curtos, mas de grande densidade, e aparentemente simples, privilegiam a evocação da energia física, material, a plenitude da vida e dos sentidos.
Foi galardoado com o Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, atribuído a O Outro Nome da Terra (1988), e com o Prémio de Poesia Jean Malrieu, por Branco no Branco (1984). Recebeu ainda, em 1996, o Prémio Europeu de Poesia. Foi criada, no Porto, uma fundação com o seu nome.

Autor de uma importante obra poética, podem referir-se os seguintes títulos: Adolescente (1942); As Mãos e os Frutos (1948); Os Amantes sem Dinheiro (1950); As Palavras Interditas (1951); Até Amanhã (1956); Conhecimento da Poesia (1958); O Coração do Dia (1958); Os Afluentes do Silêncio (1968); Obscuro Domínio (1971); Limiar dos Pássaros (1972); Véspera da Água (1973); Memória de Outro Rio (1978); Matéria Solar (1980); O Peso da Sombra (1982); Poesia e Prosa, 1940-1989 (1990), O Sal da Língua (1995), Alentejo (1998), Os Lugares do Lume (1998) e Antologia Pessoal de Poesia Portuguesa (1999). Organizou ainda, várias antologias, como a que dedicou ao Porto (Daqui Houve Nome Portugal, 1968) e a Antologia Breve (1972). Em 2000, publica Poesia. Escreveu também livros para crianças. É um dos poetas portugueses mais traduzidos para outras línguas.
Em 1982, o Governo português atribuiu-lhe o grau de Grande Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada e a Grã-Cruz da Ordem de Mérito em 1988. Em 1986, recebeu o Prémio da Associação Internacional dos Críticos Literários. Em 1996, recebeu o Prémio Europeu de Poesia da Comunidade de Varchatz (Jugoslávia).
Em 1999 organizou a obra Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa.
Em Maio de 2000, recebeu o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores, entregue pelo Presidente da República. O prémio distingue todo o percurso e toda a obra do escritor. Também recebeu, no mesmo ano, o Prémio Extremadura de criação literária e o Prémio Celso Emilio Ferreiro, para autores ibéricos.
Em Fevereiro de 2001, Eugénio de Andrade recebeu o Prémio Celso Emilio Ferreiro, na Galiza. Em Maio, Eugénio de Andrade foi homenageado no Carrefour des Littératures, em França.Em Julho, foi atribuído ao poeta o Prémio Camões, que se mostrou satisfeito, quer pelo prestígio do galardão, quer por ver o seu nome associado ao de Luís de Camões.
No mesmo ano publicou Os Sulcos da Sede.

Alguns poemas,...

Passamos pelas coisas sem as ver

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

...

Poema à mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...

Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..."

Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...

Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...

Boa noite. Eu vou com as aves!

...

Sê paciente, espera

Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.

...

Não sei

Não sei porque diabo escolheste
janeiro para morrer: a terra
está tão fria.

É muito tarde para as lentas
narrativas do coração,
o vento continua
a tarefa das folhas:
cobre o chão de esquecimento.

Eu sei:tu querias durar.
Pelo menos durar tanto como o tronco
da oliveira que teu avô
tinha no quintal.Paciência,
querido,também Mozart morreu.

Só a morte é imortal.

Ano Bissexto.

acosta10 @ 18:56

Esta questão do ano Bissexto suscita sempre dúvidas. O objectivo desta rúbrica prende-se com a explicação da existência do tal ano que possui mais um dia que os outros. 

Chama-se ano bissexto ao ano que possui um dia a mais do que os anos comuns (vulgares). O objectivo é manter o calendário utilizado em sincronia com os eventos sazonais relacionados às estações do ano. No caso do calendário gregoriano, que é o nosso, há a inserção de 1 dia extra a cada 4 anos no mês de fevereiro, que passa a ter 29 dias (ano com 366 dias) ao invés de 28 como nos anos comuns de 365 dias. Diferentemente do que o senso comum nos leva a crer, o dia extra do ano bissexto não é o 29° e sim o 24° do mês de fevereiro. Para concluir se um ano é bissexto basta ser verificada a condição do ano ser divisivel por 400 (o resto da divisão do ano por 400 é zero), ou no caso de essa condição ser falsa, o ano ser divisivel por 4 mas não por 100.

Por que um ano é bissexto?

A razão para existir o ano bissexto é que a Terra demora aproximadamente 365,25 dias solares (1 ano trópico) para dar uma volta completa ao redor do Sol, mas o ano comum tem exatos 365,000 dias solares. Portanto essa sobra de aproximadamente 6 horas anuais (0,25 dias).

HISTÓRIA

Calendário juliano

O calendário juliano, implantado em 45 a.C por Júlio César, tinha uma regra similar, mas mais simples que a atual, para definir os anos bissextos. Seriam bissextos, sem exceção, todos os anos múltiplos de 4. A regra foi válida de 12 d.C a 1582 d.C, ano da implantação do calendário gregoriano. Entre 45 a.C e 12 d.C os anos bissextos existiram mas seguiam um outro mecanismo que não tem relevância no nosso entendimento. Dessa forma a duração média de um ano segundo o calendário juliano (Tj) em dias solares é:


  • Tj = 365 + 1/4 = 365,25

O 1/4 da fórmula acima refere-se ao fato de que há 1 ano bissexto no calendário juliano a cada 4 anos. A diferença entre a duração de 1 ano trópico e Tj é dada por:


  • Dj = ano trópico - Tj
  • Dj = 365,242190 - 365,250000
  • Dj = - 0,00781

Como a duração média do ano no calendário juliano (Tj) é maior que a duração do ano trópico, para que o ajuste entre o ano sazonal e o ano trópico se mantenha, essa diferença de 0,00781 dia acarreta a necessidade de retirarmos 1 dia do calendário anual a cada 128 anos. Portanto essa fórmula de correção do ano bissexto acaba causando, a longo prazo, atrasos nas estações do ano, o inverso do que ocorreria se nada fosse feito. Veja a conta abaixo:


  • Anos para ajuste de 1 dia = 1 / 0,00781 = 128 anos

Apesar da existência desse problema nada foi feito até 1582 para corrigir a ocorrência dos atrasos.

Calendário Gregoriano

Em 1582 o Papa Gregório XIII implantou o calendário gregoriano. O objetivo foi corrigir o atraso acumulado. Definiu-se que o ajuste deveria ser feito de forma que o equinócio ( ver em baixo ) de Março caísse no dia 21 daquele mês, o que estava em conformidade com o primeiro Concílio de Nicea (325 d.C). A verdade é que essa definição para o equinócio de março tem ligação direta com a vontade da igreja católica em definir a comemoração da Páscoa cristã em data diferente da Páscoa judaica (Pesach).

Entre 325 e 1582 passaram-se 1257 anos. Como no sistema juliano a cada 128 anos haveria a necessidade retirar 1 dia do calendário, acumularam-se, depois de 1257 anos, aproximadamente 10 dias (9,82 dias). Portanto, em 1582, na transição entre os juliano e o gregoriano, o dia 4 de outubro foi seguido pelo dia 15 de outubro. Os 10 dias entre eles foram retirados do calendário.

Estabeleceu-se para o calendário gregoriano que seriam bissextos todos os anos múltiplos de 4, excepto se, sendo um ano múltiplo de 100 (1600, 1700 (...)), não fosse também múltiplo de 400 (1700 por exemplo). Na prática isso significa que há 97 anos bissextos a cada 400 anos. Portanto a duração média de um ano de acordo com o calendário gregoriano (Tg) é:


  • Tg = 365 + 1/4 - 1/100 + 1/400
  • Tg = 365 + 97/400
  • Tg = 365,2425

Então a diferença entre 1 ano trópico e Tg é:

  • Dg = ano trópico - Tg
  • Dg = 365,242190 - 365,242500
  • Dg = - 0,00031

Ou seja, ainda há um erro mas é muito menor que o proporcionado pelas regras do calendário juliano. Nessa nova regra adotada pelo calendário gregoriano o erro de 1 dia de atraso ocorre só depois de mais de 3000 anos.

A origem do nome bissexto

A origem do nome bissexto tem relação com o antigo calendário romano. Os romanos adotavam nomes para os dias. O primeiro dia de um mês chamava-se Calendae. Os últimos dias de um mês eram nomeados em relação a quanto tempo faltava para o primeiro dia do mês seguinte (Calendae).

Veja o exemplo:

7° dia antes do Calendae de março, 6° dia antes do Calendae de março, 5° dia antes do Calendae de março e assim por diante. O 6º dia antes do Calendae de março, ou seja, o dia 24, era o dia que se duplicava, ocorrendo dois 6º dia antes do Calendae de março, originando-se aí o nome bissexto.

Não existia um 2° dia antes do Calendae. Isso ocorria pois de acordo com o sistema de contagem usado pelos romanos o próprio Calendae era o primeiro dia. Então o dia antes do Calendae e o 2° dia antes do Calendae significavam a mesma coisa. Na prática, fazendo um paralelo entre o sistema usado pelos romanos e o atual, o final do mês de fevereiro se apresentaria da seguinte forma:


7° dia antes do Calendae de março = 23 de fevereiro
6° dia antes do Calendae de março = 24 de fevereiro
5° dia antes do Calendae de março = 25 de fevereiro
4° dia antes do Calendae de março = 26 de fevereiro
3° dia antes do Calendae de março = 27 de fevereiro
o dia antes do Calendae de março = 28 de fevereiro
Calendae de março = 1° de março

O calendário romano tinha uma peculiaridade: quase sempre foi necessário incluir um mês extra ou períodos variáveis de inverno para o ano ficar com um número de dias ao redor de 365. Na época da adoção do calendário juliano, o romano tinha 355 dias por ano, sem contar os extras. A cada 2 anos era necessário incluir um mês chamado Intercalaris de 22 ou 23 dias para minimizar os problemas de sincronia deste sistema com as estações do ano. Retrocedendo alguns séculos na história, na época da introdução do calendário romano, esse mês extra ficava entre o 7° e o 6° dia antes do Calendae de março pois nesta primeira versão, março era o primeiro mês do ano e os meses de janeiro e fevereiro não existiam. Nada mais natural que colocar o Intercalaris antes do início do ano (equivalente a depois do fim do ano). Mesmo após a primeira reforma do calendário romano que incluiu os meses de janeiro e fevereiro, o mês extra continuou antes do mês de março, dentro de fevereiro. Júlio César, ao criar seu calendário, manteve o padrão para o dia extra do ano bissexto, dobrando o então chamado 6° dia antes do Calendae de março. Fazendo novamente um paralelo entre o calendário romano e o sistema atual, incluindo o dia extra do ano bissexto, temos:


7° dia antes do Calendae de março = 23 de fevereiro
6° dia antes do Calendae de março = 24 de fevereiro
5° dia antes do Calendae de março = 25 de fevereiro
4° dia antes do Calendae de março = 26 de fevereiro
3° dia antes do Calendae de março = 27 de fevereiro
2° dia antes do Calendae de março = 28 de fevereiro
1º dia antes do Calendae de março = 29 de fevereiro
Calendae de março = 1° de março

O sexto dia antes do Calendae está dobrado. Por isso o nome é bissexto. E isso também explica o motivo do dia extra do mês de fevereiro ser o 24° e não o 29°. Mas trata-se de curiosidade histórica pois nem mesmo a igreja católica segue esta convenção atualmente. Efetivamente, o dia adicional é o 29°.

Curiosidades

  • Há ainda outro tipo de calendário, o Calendário da Paz, também chamado de Calendário Maia. Os Maias, como se sabe, eram extremamente avançados em astronomia, e fizeram portanto um caledário de 13 luas de 28 dias, mas uma dia "extra" chamado o dia fora do tempo.

Assim, são 13x28 dias = 364 mais um dia fora do tempo, 365 dias. Não há ano bissexto, não há contas, e não há desacerto com os ciclos. Para saber mais, www.calendariodapaz.com.br.

  • Na década de 1920 as igrejas Ortodoxas do Leste Europeu criaram um mecanismo diferente para determinar os anos bissextos. Substituíram o "divisível por 400 é bissexto" por "os anos que divididos por 900 apresentarem resto da divisão igual a 200 ou 600 são bissextos". Isso significa que os anos de 1900, 2100, 2200, 2300, 2500, 2600, 2700, 2800 são comuns (não bissextos) e os anos 2000, 2400 e 2900 são bissextos. Isso não cria conflitos com o resto do mundo até o ano de 2800. Na prática significa que há 218 anos bissextos a cada 900 anos, o que faz a duração média do ano nesse sistema ser de 365,24222 dias (365 + 218/900), o que é mais preciso que o adotado pelo calendário gregoriano.
  • O calendário gregoriano possui 970 anos bissextos a cada 4000 anos. Há estudiosos que defendem uma regra na qual ocorram 969 anos bissextos em cada 4000 anos (365,24225). A média ficaria mais próxima da duração do ano trópico que no atual modelo. A regra consiste em excluir os anos múltiplos de 4000 como sendo bissextos. Assim como o método sugerido pelas igrejas Ortodoxas do Leste Europeu esse sistema é compatível com o atual por muito tempo, ou seja, pode-se postergar até próximo do ano 4000 do calendário gregoriano para debater o assunto.
  • Os anos bissextos sempre foram cercados de mitos e tradições. Uma das mais divertidas surgiu no século XIII, na Escócia. Em um ano bissexto, eram as mulheres (e não, como de costume, os homens) que tinham o direito de escolher quem desejassem para marido. E se o escolhido não concordasse com o casamento, era obrigado a pagar uma multa de respeito.
  • Nos países não católicos a mudança foi feita mais tarde; a Inglaterra e suas colônias fizeram a mudança em 1752 , onde o dia 2 de setembro precedeu o dia 14 de setembro e o dia de ano novo foi mudado de 25 de março para primeiro de janeiro.

Equinócio 

Em astronomia, equinócio é definido como um dos dois momentos em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto onde a eclíptica cruza o equador celeste.

A palavra equinócio vem do Latim e significa "noites iguais". Os equinócios acontecem em Março e Setembro, as duas ocasiões em que o dia e a noite tem duração igual. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol é o instante em que metade do corpo solar está acima (ou metade abaixo) do horizonte, e o pôr do Sol o instante em que o corpo solar encontra-se metade abaixo (ou metade acima) do horizonte. Com esta definição o dia durante os equinócios tem 12 horas de duração.

No hemisfério Norte o equinócio de Março é o Equinócio de Primavera (chamado de Verão ou Vernal), e o de Setembro é o Equinócio de Outono. O inverso ocorre no hemisfério Sul.

O Equinócio de Primavera (hemisfério Norte) ocorre nos dias 20 ou 21 de Março ( nas culturas nórdicas esta data era festejada com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com a Páscoa), e o de Outono em 22 ou 23 de Setembro. A data varia devido aos anos bissextos, que deslocam o calendário das estações em um dia. Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os equinócios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol periélio viaja mais velozmente do que quanto está mais longe afélio.

Solstício

Em astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge o seu maior afastamento, em latitude, do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em 21 ou 22 de dezembro e em 21 ou 22 de junho. A data varia devido aos anos bissextos, que oscila entre o calendário das estações em um dia.

No hemisfério Sul, o de dezembro é o solstício de verão e o de junho é o solstício de inverno. O oposto acontece no hemisfério Norte.

Por causa do solstício, existem os trópicos de Câncer e Capricórnio. No solstício de verão no hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à terra na linha do Trópico de Capricórnio. No solstício de inverno, ocorre a mesma coisa no Trópico de Câncer.

Crepúsculo

Crepúsculos são os instantes em que o céu próximo ao horizonte no poente ou nascente toma uma cor degradée, entre o azul do dia e o escuro da noite. Normalmente acontecem no instante em que o Sol, "ao nascer" ou "se pôr", encontra-se logo abaixo da linha do horizonte marítimo, sendo que em alguns casos, como em regiões montanhosas, podem ocorrer antes do pôr-do-sol ou depois do nascer do astro, nesse momento é que os navegadores conferem sua posição estimada , comparando a abertura esperada em graus com a observada do horizonte ao astro. ===> Crepúsculo pode ser também aderido a alguém ou a alguma pessoa cujo carater foi falho no exato momento em que o xingamento é aplicado. Pode ser associado à tonto, bobo, retardado, ou até ignorante.

Aurora Borealis

aurora-boreal.jpg

A aurora polar é um fenômeno óptico composto de um brilho observado nos céus noturnos em regiões próximas a zonas polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar no campo magnético terrestre. Em latitudes do hemisfério norte é conhecida como aurora boreal, nome batizado por Galileu Galilei, em referência à deusa romana do amanhecer Aurora e ao Titã representante dos ventos Bóreas. Ocorre normalmente nas épocas de setembro a outubro e de março a abril. Em latitudes do hemisfério sul é conhecida como aurora austral, nome batizado por James Cook, uma referência direta ao fato de estar ao Sul.

aurora-em-saturno.jpg

O fenômeno não é exclusivo somente à Terra, sendo também observável em outros planetas do sistema solar como Júpiter, Saturno, Marte e Vênus. Da mesma maneira, o fenômeno não é exclusivo da natureza, sendo também reproduzível artificialmente através de explosões nucleares ou em laboratório.

Três momentos de uma Aurora em Saturno captados pelo Telescópio Hubble.

Segundo Bissexto

Um segundo bissexto, também chamado segundo intercalado ou segundo adicional é um ajuste de um segundo para manter os padrões de contagem de tempo próximos ao tempo solar. Os segundos bissextos são necessários para manter os padrões sincronizados com os calendários civis, cuja base é astronómica.

Ano 30 de junho
23:59:60
31 de dezembro
23:59:60
1972 +1 segundo +1 segundo
1973   +1 segundo
1974   +1 segundo
1975   +1 segundo
1976   +1 segundo
1977   +1 segundo
1978   +1 segundo
1979   +1 segundo
1981 +1 segundo  
1982 +1 segundo  
1983 +1 segundo  
Ano 30 de junho
23:59:60
31 de dezembro
23:59:60
1985 +1 segundo  
1987   +1 segundo
1989   +1 segundo
1990   +1 segundo
1992 +1 segundo  
1993 +1 segundo  
1994 +1 segundo  
1995   +1 segundo
1997 +1 segundo  
1998   +1 segundo
2005   +1 segundo

Os padrões para o tempo civil estão baseados na Coordenada Universal de Tempo (UTC, Universal Time Coordinate), que é mantida por meio de relógios atómicos extremamente precisos. Para manter a UTC próxima ao tempo solar médio, ocasionalmente é corrigido mediante um ajuste de um segundo que se acrescente, o que se supõe que haja um minuto de 61 segundos. Durante longos períodos de tempo, esses segundos bissextos devem ser acrescentados de maneira crescente, de tal forma a formar uma parábola próxima a 31 segundos por século.

Razão para os segundos bissextos

Tradicionalmente, define-se um segundo como 1/86400 de um dia solar médio. Este é determinado pela rotação do Globo Terrestre sobre seu eixo e sua órbita ao redor do Sol, uma vez que o tempo era mensurado de acordo com observações astronômicas. A razão por utilizarmos os segundos bissextos é que atualmente o tempo é mensurado com relógios atômicos estáveis, mas a rotação da Terra tem diminuído de velocidade. Gradualmente, o dia solar torna-se mais longo à razão de 1,7 milissegundo a cada século, principalmente devido à aceleração das marés da Lua. O segundo no Sistema Internacional que é medido através dos padrões de tempo atómico foi definidio de tal forma que sua duração coincida com o segundo nominal de 1/86400 de um dia solar médio entre 1750 e 1890. Desde essa data, a extensão do dia solar tem crescido lentamente. Portanto, o tempo calculado pela rotação da terra tem acumulado algum desfazamento em relação aos padrões de tempo atómico, medido através do relógio atómico.

Por exemplo, suponha-se que começamos a contar os segundos desde a época Unix (00h00min00s de 1º de janeiro de 1970) com um relógio atômico. À meia-noite desse dia (mensurado em UTC), o contador registraria 0 segundo. Depois de que a Terra completasse uma rotação solar média, o contador registraria 86400,002 segundos. Com base no contador, poder-se-ía calcular que a data é 00h00min00s de 2 de janeiro de 1970 (UT1). Depois de 500 rotaciones, o contador registraria 43.200.001 segundos. Uma vez que 86400 × 500 são 43.200.000 segundos, teríamos que a data é 00h00min01s de 16 de maio de 1971 com base no tempo atômico (UTC), enquanto registrar-se-ía 00h00min00s de 16 de maio de 1971 no tempo solar (UT1). Caso houvéssemos acrescentado um segundo bissexto em 31 de dezembro ao contador, este teria um valor de 43.200.001 segundos à meia-noite de 16 de maio de 1971 e nos permitiria calcular a data correta. O sistema real que utiliza segundos bissextos foi estabelecido a fim de permitir que TAI e UT1 tivessem uma defasagem de 0 segundos em 1º de janeiro de 1958.

O que é o relógio atómico?

Um relógio atômico é um tipo de relógio que usa um padrão ressonante de freqüência como contador.

Como o próprio nome diz, é um medidor de tempo que funciona baseado em uma propriedade do átomo, sendo o padrão a freqüência de oscilação da sua energia. Como um pêndulo de relógio, o átomo pode ser estimulado externamente (no caso por ondas eletromagnéticas) para que sua energia oscile de forma regular. Os elementos mais utilizados nos relógios são o césio (principalmente), hidrogênio e rubídio. Por exemplo, a cada 9.192.631. 770 oscilações do átomo de césio-133 o relógio entende que se passou um segundo.

O seu funcionamento não é exatamente simples. Com base em estudos anteriores, os pesquisadores conhecem a freqüência máxima com que esses átomos libertam energia, a sua freqüência de oscilação. Os mecanismos do relógio estimulam os átomos por meio de microondas e ondas magnéticas, até atingir essa freqüência, que é interpretada como tempo de acordo com os padrões já conhecidos.

As agências nacionais responsáveis pelos horários oficiais zelam pela manutenção de uma precisão de 10-9 segundo por dia (isto é, 0,000 000 001 segundo ou ainda, um bilionésimo de segundo).

O primeiro relógio atômico foi construído em 1949 nos Estados Unidos. Uma versão aprimorada, baseada na transição do átomo de césio-133 foi construído por Louis Essen em 1955 no Reino Unido. Isto levou a uma definição internacionalmente aceita acerca do segundo baseada no tempo atômico.

Em agosto de 2004, os cientistas do NIST (em inglês: National Institute of Standards and Technology) apresentam um relógio atômico do tamanho de um chip, que segundo eles, teria um milésimo do tamanho de qualquer outro modelo e consumindo apenas 75mW, tornando possível sua utilização em aparelhos movidos a pilhas ou baterias.

Desde 1967, a definição internacional do tempo baseia-se num relógio atômico, assim como os relógios, satélites e aparelhos de última geração. Ele é considerado o mais preciso já construído pelo homem e mesmo assim atrasa: 1 segundo a cada 3 mil anos. Assim, o Sistema Internacional de Unidades (SI) equiparou o segundo a 9.192.631.770 ciclos de radiação, que correspondem à transição entre dois níveis de energia do átomo de césio-133.

17 de Março

acosta10 @ 18:25

17 de Março.

É o dia do meu nascimento. Achei interessante colocar aqui as efemérides desse dia. Para quem tenha curiosodade, eis os factos marcantes desse dia, ao longo dos tempos... 

17 de Março é o 76º dia do ano no calendário gregoriano (77º em anos bissextos) . Faltam 289 para acabar o ano.

Eventos históricos

Nascimentos

Falecimentos

Feriados e eventos cíclicos

Santos do dia

  • São José de Arimatéia
  • São Paulo de Constantinopla
  • São Patrício, (386 — 17 de março de 493) foi um missionário cristão e santo padroeiro da Irlanda.

    Nascido na costa oeste da Grã-Bretanha, foi vendido como escravo na Irlanda. A pequena localidade galesa de Banwen é freqüentemente referida como seu lugar de nascimento, embora haja muitas hipóteses sobre este facto. São Patrício ao retornar para Irlanda e pregar o Evangelho, foi o instrumento para a conversão de centenas de pessoas, muitas delas, tornaram-se monges.

 Para quem quiser saber os factos marcantes do seu dia de nascimento, consultar o link, http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia . 

SLBenfica. Glorioso.

acosta10 @ 15:44

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Pretendo com esta rúbrica, esclarecer definitivamente, todos aqueles que, de uma forma ou de outra, perniciosamente, tentam denegrir a grandiosidade e a excelência de um dos maiores ícones do futebol mundial: o SLBenfica.

          Alexandre Costa.

 O Sport Lisboa e Benfica é um clube desportivo ecléctico sediado em Lisboa, o maior e mais significativo de Portugal e um dos mais prestigiados a nível mundial. As estimativas em relação ao número de adeptos apontam para cerca de 14 milhões espalhados por todo o mundo. Segundo o Guiness, o Benfica é o clube do mundo com mais sócios, cerca de 160.000.

Além do futebol, este clube distingue-se também noutras modalidades. Utiliza como cores principais o vermelho e branco e, como símbolo, uma águia. Os adeptos do clube são chamados benfiquistas ou gloriosos.

Conquistou o seu último título como campeão nacional de futebol na época de 2004-2005 no dia 22 de Maio de 2005, no Estádio do Bessa, frente ao Boavista (1-1) com um golo de Simão Sabrosa.

História

  • 1904 - Fundação do clube Sport Lisboa, em 28 de Fevereiro, na Farmácia Franco, em Belém, após um treino de futebol entre antigos alunos da Real Casa Pia de Lisboa (secção de futebol ininterrupta).
  • 1905 - No dia 1 de Janeiro, realiza o seu primeiro jogo, contra o Campo de Ourique (1-0).
  • 1906 - Fundação do clube Grupo Sport Benfica, em 26 de Junho. A 11 de Junho, participa pela primeira vez numa prova de ciclismo. A 2 de Dezembro, a primeira participação numa prova de atletismo (secção ininterrupta).
  • 1907 - Inauguração do Campo da Feiteira. A 10 de Fevereiro, primeira vitória contra os "ingleses" do Carcavelos Club, invencíveis desde 1898. Primeira grave crise institucional do Sport Lisboa, com a saída da maioria dos jogadores da primeira categoria para o Sporting. Primeiro jogo realizado contra o clube do Visconde de Alvalade, a 1 de Dezembro (1-2).
  • 1908 - A 13 de Setembro, união do Sport Lisboa e do Grupo Sport Benfica, formando assim o Sport Lisboa e Benfica. A 25 de Outubro, a primeira vitória contra o Sporting (2-0).
  • 1910 - Conquista o Campeonato de Lisboa de Futebol nas três categorias então existentes.
  • 1911 - Disputa o seu primeiro jogo de futebol contra uma equipa estrangeira, o Stade Bordelais (2-4), em Lisboa.
  • 1912 - A 11 de Abril, em Lisboa, a primeira vitória (6-1) contra um clube estrangeiro: o Médoc, de França. A 28 de Abril, o primeiro jogo e primeira vitória contra o FC Porto (8-2), disputado no Porto. Em Junho, realiza a sua primeira digressão futebolística a Espanha: defronta o Desportivo da Corunha em três jogos, vencendo o segundo.
  • 1913 - Inaugurado o Campo de Sete Rios. A 16 de Feveireiro, é fundado "Os Desportos de Benfica", a primeira delegação. Vence o seu primeiro troféu internacional de futebol, o "3 Cidades". Fundação do jornal do clube, "O Sport Lisboa".
  • 1914 - O clube conquista o Campeonato de Lisboa de futebol nas quatro categorias, feito inédito. Primeira participação numa prova de natação.
  • 1916 - A 16 de Setembro, o clube integra "Os Desportos de Benfica", beneficiando da utilização de uma sede na Avenida Gomes Pereira, de um campo de futebol e ringue de patinagem.
  • 1917 - Inauguração do remodelado Campo de Benfica. A secção de Hóquei em Patins estreia-se na primeira categoria (ininterrupta).
  • 1918 - Inicia-se a segunda crise do clube: O futebolista Alberto Rio é suspenso; a 7 de Julho alinha pelo Sporting.
  • 1919 - O clube entra em conflito com o futebolista Carlos Sobral. A ruptura entre um grupo de jogadores de Belém, solidários com o regresso de Rio ao clube, é definitiva, forçando o surgimento do clube Os Belenenses. Realiza, em Benfica, o primeiro jogo nocturno de futebol em Portugal, a 10 de Setembro.
  • 1920 - Primeiro encontro oficial entre o Benfica e o Belenenses, a 1 de Janeiro (1-2). A crise torna-se real e duradoura com a saída amigável de futebolistas de várias categorias, devido à fundação do Casa Pia Atlético Clube. A 3 de Outubro, realiza-se o primeiro jogo, particular, entre o Benfica e o Casa Pia (1-2).
  • 1923 - Estreia a secção de Hóquei em campo.
  • 1924 - Estreia da secção de Râguebi, até hoje ininterrupta, tornando-se aquela que tem mais anos de prática da modalidade em Portugal.
  • 1925 - Inaugurado o Campo das Amoreiras.
  • 1927 - Estreia a secção de basquetebol masculino (secção ininterrupta).
  • 1930 - A conquista do primeiro troféu nacional de futebol do clube, o Campeonato de Portugal, marca também o fim do maior número de épocas seguidas (oito) sem a conquista de um título nacional, até aos nossos dias.
  • 1931 - José Maria Nicolau vence a Volta a Portugal pela primeira vez.
  • 1932 - Estreia a secção de andebol masculino.
  • 1936 - Vence pela primeira vez o Campeonato nacional de Futebol.
  • 1938 - Estreia a secção de bilhar (secção ininterrupta).
  • 1939 - Estreia a secção de Voleibol masculino (secção ininterrupta).
  • 1940 - Vence a Taça de Portugal de Futebol pela primeira vez.
  • 1941 - Inauguração do Estádio do Campo Grande.
  • 1943 - a 5 de Outubro, é fundado o Sport Lisboa e Saudade, a secção de veteranos.
  • 1946 - Inaugurada a pista de atletismo, a 24 de Novembro.
  • 1950 - Conquista da Taça Latina de Futebol. Realiza o seus primeiros jogos de futebol fora do espaço ibérico contra equipas estrangeiras, numa digressão ao sul de África.
  • 1954 - Inaugurado o Estádio da Luz.
  • 1956 - Conquista do heptacampeonato nacional consecutivo de Ténis masculino.
  • 1960 - Conquista do 10º Campeonato Nacional de Futebol. É inaugurado o terceiro anel do Estádio da Luz.
  • 1961 - Conquista da primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus de Futebol.
  • 1962 - Conquista da segunda Taça dos Clubes Campeões Europeus de Futebol. Béla Guttmann sai do comando técnico da equipa de futebol, proferindo uma frase que se tornou um mito negro do clube, a célebre "maldição".
  • 1963 - A equipa de futebol vence o Torneio Ramón Carranza pela primeira vez.
  • 1965 - Conquista do pentacampeonato nacional consecutivo de Basquetebol.
  • 1973 - Conquista do 20º Campeonato Nacional de Futebol. Inauguração da nova pista de Atletismo.
  • 1975 - As "Marias" conquistam o nono campeonato nacional consecutivo de Voleibol Feminino.
  • 1978 - Inauguração da piscina do clube.
  • 1981 - Estreia a secção de andebol feminino.
  • 1982 - Inaguração do Pavilhão Desportivo Borges Coutinho.
  • 1984 - António Leitão conquista a medalha de bronze nos 5000 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles; Alexandre Yokochi atinge a final A nos 200 metros bruços na mesma competição.
  • 1985 - Alexandre Yokochi conquista a medalha de prata em 200 metros bruços no Campeonato da Europa de natação realizado em Sófia. O terceiro anel do estádio fica concluído.
  • 1987 - O clube conquista o campeonato nacional de Hóquei em campo pela primeira e única vez na sua História.
  • 1988 - Alexandre Yokochi vence a final B de 200 metros bruços nos Jogos Olímpicos de Seul.
  • 1991 - Conquista da Taça CERS em Hóquei em Patins.
  • 1992 - A 25 de Janeiro é inaugurada a estátua de Eusébio. O clube organiza a 1 de Dezembro a Consagração Nacional ao seu maior vulto desportivo.
  • 1994 - Conquista do 30º Campeonato Nacional de Futebol. A secção de andebol feminino é extinta.
  • 1995 - Conquista do heptacampeonato nacional consecutivo de Basquetebol.
  • 1997 - A secção de Hóquei em campo é extinta.
  • 1998 - Conquista do 20º campeonato nacional de Hóquei em Patins.
  • 2001 - Estreia da secção de futsal masculino.
  • 2003 - Inaugurado o novo Estádio da Luz em 25 de Outubro; o bilharista profissional Dick Jaspers sagra-se campeão europeu no bilhar às 3 tabelas. A secção de Futsal é pela primeira vez campeã nacional.
  • 2005 - Conquista do 31º Campeonato Nacional de Futebol depois de 11 anos - o maior período - sem vencer o título.
  • 2006 - Entra para o livro do Guiness por ser o clube no mundo com mais sócios. A triatleta Vanessa Fernandes alcança oficialmente o primeiro lugar do ranking mundial da modalidade.

Dados Gerais

Fundação: 28 de Fevereiro de 1904
SAD: 10 de Fevereiro de 2000
Nº de Sócios: 160.398 (Record Mundial)
Estádio:
Do Sport Lisboa e Benfica - Popularmente conhecido como Estádio da Luz
Lotação Oficial: 65.400
Dimensões do Relvado: 105 m x 68 m
Presidente:
Luís Filipe Ferreira Vieira, eleito em 3 de Novembro de 2003 - 33º presidente.

O Benfica ganhou 31 Campeonatos de Futebol no actual formato, 27 Taças de Portugal/Campeonatos de Portugal e 4 Supertaças de Portugal de Futebol — sendo assim o mais vencedor a nível nacional —, em comparação com o Porto, que ganhou 21, 17 e 15 e o Sporting, que ganhou 18, 17 e 5, respectivamente. Ganhou também duas Taças dos Campeões Europeus, ambas no início dos anos sessenta (1960/1961 e 1961/1962), a segunda delas com a ajuda do lendário Eusébio, um eterno símbolo benfiquista, que após o final da sua carreira se tornou um embaixador itinerante do Benfica e de Portugal.

Desde o final da década de 50, que o SLB, também conhecido como "O Glorioso", é o clube português com maior número de adeptos dentro e fora de Portugal. Um dos factores centrais da popularidade do clube no exterior do país, são as inúmeras 'Casas do Benfica'.

No início deste século o Benfica foi considerado pela FIFA, por altura das Comemorações dos 100 anos desta Instituição, como um dos 11 míticos clubes a nível Mundial.

Associados

O número actual e oficial de sócios pagantes, a 30 de Dezembro de 2006, é de 161.410, o que faz actualmente do clube o maior do mundo nesta área. Neste dia, o clube entrou para o Livro Guiness dos Recordes pelo feito alcançado. As receitas provenientes do pagamento das quotas representaram 12% do proveitos totais do clube em 2005. Cerca de 17% do número total de sócios são do sexo feminino. 56% dos sócios tem menos de 34 anos, sendo que 23% são menores.

Palmarés de Futebol

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Campeonato Nacional da 1ª divisão/1ª liga/SuperLiga

  • Até 2006, o Benfica conquistou 31 campeonatos nacionais:

1935/36 - 1936/37 - 1937/38 - 1941/42 - 1942/43 - 1944/45 - 1949/50 - 1954/55 - 1956/57 - 1959/60 - 1960/61 - 1962/63 - 1963/64 - 1964/65 - 1966/67 - 1967/68 - 1968/69 - 1970/71 - 1971/72 - 1972/73 - 1974/75 - 1975/76 - 1976/77 - 1980/81 - 1982/83 - 1983/84 - 1986/87 - 1988/89 - 1990/91 - 1993/94 - 2004/05

  • Segundos lugares:

1943/44 - 1945/46 - 1946/47 - 1947/48 - 1948/49 - 1951/52 - 1952/53 - 1958/59 - 1965/66 - 1969/70 - 1973/74 - 1977/78 - 1978/79 - 1981/82 - 1985/86 - 1987/88 - 1989/90 - 1991/92 - 1992/93 - 1995/96 - 1997/98 - 2002/03 - 2003/04

  • Terceiros Lugares:

1934/35 - 1938/39 - 1950/51 - 1953/54 - 1957/58 - 1961/62 - 1979/80 - 1984/85 - 1994/95 - 1996/97 - 1998/99 - 1999/00 - 2005/06

Campeonato de Portugal

  • (Prova realizada entre 1921/22 e 1937/38):

1929/30 - 1930/31 - 1934/35

Taça de Portugal

  • Até 2006, o Benfica conquistou 24 taças de Portugal:

1939/40 - 1942/43 - 1943/44 - 1948/49 - 1950/51 - 1951/52 - 1952/53 - 1954/55 - 1956/57 - 1958/59 - 1961/62 - 1963/64 - 1968/69 - 1969/70 - 1971/72 - 1979/80 - 1980/81 - 1982/83 - 1984/85 - 1985/86 - 1986/87 - 1992/93 - 1995/96 - 2003/04

  • Finalista Vencido:

1937/38 - 1938/39 - 1957/58 - 1964/65 - 1970/71 - 1973/74 - 1974/75 - 1988/89 - 1996/97 - 2004/05

Supertaça "Cândido de Oliveira"

  • Até 2006, o Benfica conquistou 4 supertaças Cândido de Oliveira:

1979/80 - 1984/85 - 1988/89 - 2004/05

  • Finalista Vencido:

1980/81 - 1982/83 - 1983/84 - 1985/86 - 1986/87 - 1990/91 - 1992/93 - 1993/94 - 1995/96 - 2003/04

Taça dos Clubes Campeões Europeus/Liga dos Campeões

  • Até 2006 o Benfica conquistou duas Taça dos Clubes Campeões Europeus:

1960/61 - 1961/62

  • Finalista vencido:

1962/63 - 1964/65 - 1967/68 - 1987/88 - 1989/90

Campeonato de Lisboa

  • (Prova realizada entre 1906/07 e 1946/47 - 41 Edições):

1909/10 - 1911/12 - 1912/13 - 1913/14 - 1915/16 - 1916/17 - 1917/18 - 1919/20 - 1932/33 - 1939/40

Taça de Honra

  • (Prova realizada entre 1914/15 e 1991/92 - 34 Edições):

1919/20 - 1921/22 - 1962/63 - 1964/65 - 1966/67 - 1967/68 - 1968/69 - 1971/72 - 1972/73 - 1973/74 - 1974/75 - 1977/78 - 1978/79 - 1979/80 - 1981/82 - 1983/84 - 1985/86 - 1987/88

Taça "Ribeiro dos Reis"

  • (Prova realizada entre 1961/62 e 1970/71 - 10 Edições):

1963/64 - 1965/66 - 1970/71

Outros Realces

  • Taça Latina: Vencedor (1949/50); Finalista Vencido: (1956/57)
  • Taça Ibérica: (1983/84)
  • Final Taça UEFA (1982/83) (Estádio da Luz)
  • Taça Intercontinental: Finalista vencido (1961 ; 1962)
  • France Football - Melhor Equipa da Europa: 1967/68
  • Ver lista completa de troféus no site oficial do Clube

Participações em competições internacionais

  • Taça dos Campeões Europeus /Liga dos Campeões: 22 Participações; 4 participações - total: 26 participações; sete finais disputadas (1960/61; 1961/62; 1962/63; 1964/65; 1967/68; 1987/88; 1989/90); melhor resultado: Campeão em 1960/61 e 1961/62
  • Taça das Taças: 7 participações; melhor resultado: Meias-finais em 1980/81 e 1993/94
  • Taça das Cidades com Feira / Taça UEFA: 1 participação; 12 participações - total: 13 participações; melhor resultado: Final em 1982/83
  • Taça Latina: 3 participações - duas finais disputadas (1949/50; 1956/57); melhor resultado: Campeão em 1949/50
  • Taça Intercontinental: 2 participações
  • Taça Ibérica: Vencedor em 1983/84

 Curiosidades estatísticas

  • O Benfica realizou, na época 2005/06, a 45º participação em competições europeias realizadas pela UEFA, desde a introdução da Taça dos Campeões Europeus em 1955.
  • Alcançou os quartos-de-final pela 23ª vez na sua História (6º clube europeu com mais presenças nesta eliminatória).
  • Das 45 participações europeias, apenas por 11 ocasiões o clube não atingiu a fase dos oitavos-de-final de qualquer uma das provas disputadas. Destas, sete situações ocorreram desde a época 1988/89.
  • O Benfica é a terceira equipa europeia (juntamente com a Juventus e o Bayern Munique) com mais finais disputadas na Taça/Liga dos Campeões Europeus

Na Totalidade em Jogos Oficiais desde 1906

Actualizado a 08/01/2007

  • Adversários: 244
  • Jogos: 3187
  • Vitórias: 2104 (66%)
  • Empates: 547 (17%)
  • Derrotas: 536 (17%)
  • Golos Marcados: 7957 (2,4 por jogo)
  • Golos Sofridos: 3192 (1 por jogo)

Presidentes da Direcção

Hino

Ser benfiquista (Luís Piçarra):

«Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal.

(Refrão - Repete uma vez)

Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
Que nos conquista
E leva à palma a luz intensa
Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes.»

História clubística das modalidades

Basquetebol

A primeira partida de Basquetebol do clube foi a 20 de Março de 1927, num jogo particular contra a Escola Académica. A 27 de Novembro do mesmo ano, realizou o seu primeiro jogo oficial, contra o Sporting. O clube teve um papel primordial na introdução do Basquetebol feminino em Portugal, em 1933. Actualmente, é um dos clubes nacionais com melhor palmarés na variante masculina, mas na última década tem estado praticamente arredado dos títulos nacionais.

Uma das melhores fases de sempre na modalidade do clube ocorreu entre 1985 e 1995, quando alcançou dois recordes nacionais: o da conquista consecutiva de campeonatos nacionais, durante sete épocas, e o da conquista de mais campeonatos durante um período temporal (10 títulos em 11 anos). Carlos Lisboa liderava o grupo, sendo considerado o melhor basquetebolista português de sempre. O percurso europeu também teve momentos brilhantes, com o acesso à fase final da Liga dos Campeões em 1993 e 1994. Obteve algumas vitórias frente a clubes de maior estatuto, como o Real Madrid, o Juventude Badalona (em Espanha), e o Panathinaikos, entre outros. Um dos momentos mais significativos ocorreu a 4 de Dezembro de 1993, contra os italianos do Buckler Bologna, com a vitória em Lisboa, no Pavilhão da Luz, por 102-90.

PALMARÉS

  • Estreia: 20/03/1927
Títulos nacionais
  • Campeonato Iª Divisão: 20

1939/1940 - 1945/1946 - 1946/1947 - 1960/1961 - 1961/1962 - 1962/1963 - 1963/1964 - 1964/1965 - 1969/1970 - 1974/1975 - 1984/1985 - 1985/1986 - 1986/1987 - 1988/1989 - 1989/1990 - 1990/1991 - 1991/1992 - 1992/1993 - 1993/1994 - 1994/1995

  • Taça de Portugal: 18

1945/1946 - 1946/1947 - 1960/1961 - 1963/1964 - 1964/1965 - 1965/1966 - 1967/1968 - 1968/1969 - 1969/1970 - 1971/1972 - 1972/1973 - 1973/1974 - 1980/1981 - 1991/1992 - 1992/1993 - 1993/1994 - 1994/1995 - 1995/1996

  • Taça da Liga: 5

1989/1990 - 1990/1991 - 1992/1993 - 1993/1994 - 1994/1995

  • Supertaça: 7

1985/1986 - 1989/1990 - 1991/1992 - 1994/1995 - 1995/1996 - 1996/1997 - 1998/1999

CICLISMO

O ciclismo foi a segunda modalidade adoptada pelo clube, e juntamente com o futebol, é um dos dois únicos desportos referenciados no logótipo do clube. Esta modalidade esteve em actividade entre 1906 e 1941, depois de 1947 até 1978, e mais tarde por duas épocas em 1999 e 2000. Em 2007, a secção será reactivada.

O Benfica ganhou pela última vez a Volta a Portugal em 1999, com o ciclista espanhol David Plaza a vencer a classificação geral; o clube obteve igualmente a vitória no registo colectivo. Historicamente, o Benfica teve grandes sucessos nacionais no ciclismo, e após alguns problemas e adiamentos, foi aprovado em 2006 a reintrodução de um departamento de ciclismo no clube, a começar em 2007. O director desportivo da equipa é o ex-ciclista e duas vezes vencedor da Volta a Portugal Orlando Rodrigues, sendo ajudado nas suas funções pelo também antigo ciclista Gonçalo Amorim.

A equipa de elites irá participar na Divisão Professional Continental da UCI.

Equipa de Elites 2007

  • José Azevedo (ex-Discovery Channel)
  • Javier Benitez (ex-Mateos)
  • Bruno Castanheira (ex-Maia Milaneza)
  • Eladio Jiménez (ex-Comunidad Valenciana)
  • Rui Lavarinhas (ex-Riberalves-Alcobaça)
  • Hélder Miranda (ex-Riberalves-Alcobaça)
  • Sérgio Ribeiro (ex-Barbot-Halcon)
  • Renato Silva (ex-Imoholding-Loulé)

Referências

  • Alfredo Luís Piedade
  • Fernando Mendes